sábado, 4 de fevereiro de 2017

Análise 46 - Ms Pac-man [Arcade]




Ms. Pac-Man é um ícone da Era de Ouro dos Arcades e Fliperamas. Essa "sequência" foi produzida pela Bally/Midway, que por sua vez havia lançado o Pac-man original na América do Norte em 1980. A popularidade e sucesso de Ms. Pac-man foram tão estrondosos que levaram a Namco a "adotar" este jogo como um titulo oficial de Pac-man, o que este jogo inicialmente não era. Ms. Pac-Man foi lançado na América do Norte em Julho de 1981, e se tornou o arcade de maior sucesso produzido nos EUA. Ms Pac-Man nos apresenta a uma personagem feminina, novos labirintos e várias melhorias em relação ao Pac-man original. A premissa do jogo é a mesma que o Pac-man clássico: controlar Ms. Pac-Man por uma labirinto e acumular pontos comendo pastilhas e evitando os fantasmas, que tiram uma vida ao alcançarem a amarelinha. 







Assim como no primeiro jogo, comer uma pastilha maior faz com que os fantasmas fiquem azuis e podem ser devorados se forem alcançados a tempo. Até aqui nenhuma diferença, mas é aqui que Ms Pac-man dá uma aula sobre como fazer uma excelente sequência: apesar de os fundamentos do jogo não terem mudado, a ação ocorre em uma velocidade consideravelmente maior, deixando as jogadas mais dinâmicas  (e fazendo os jogadores gastarem ainda mais fichas). Além disso podem ser comidas frutas s bônus, que aumentam a pontuação. Conforme avançam os níveis, as pastilhas de poder diminuem progressivamente o tempo em que os fantasmas ficam vulneráveis. 










Visualmente o jogo é bem parecido com o antecessor, mas uma importante novidade está presente: as paredes dos labirintos são de cores sólidas, e não mais apenas um contorno, facilitando assim que um jogador novato reconheça a diferença entre o próprio labirinto e as paredes. Além disso, os labirintos variam de cor. Todas essas sutilezas se juntam com as inovações da jogabilidade para deixar o estilo de Pac-man ainda mais frenético e acessível.

 

Por isto, vou resumir toda esta análise da seguinte forma: Ms Pac-man é nada mais que um Pac-man melhorado. Simples assim. Ms Pac-man é pura diversão para qualquer idade e estilo de jogador. Foi lançado para quase todas as plataformas existentes, então é bem acessível para jogar. Mas vou confessar a quem estiver lendo que meu sonho mesmo é pelo menos conhecer a máquina original desta maravilha. Quem sabe um dia? 




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 06: Activision entra no jogo

Voltando com mais uma edição desta infame e árdua, mas divertida jornada. O mês de janeiro foi produtivo no blog, principalmente nesta nova coluna, com a qual estou muito animado. É difícil jogar todos os títulos de um sistema, mas por outro lado, acabamos por conhecer algumas pérolas escondidas que nem suspeitávamos existir... Então eu começo esta edição empolgado para ver o que mais o velho console lançava aos felizardos que o conheceram no lançamento. Após jogar boa parte dos jogos de Atari 2600 do ano 1980, sobraram ainda alguns poucos jogos desse ano, sendo que alguns deles são da gigante Activision, super famosa por grandes clássicos da época (River Raid, River Raid...). Por isso acho que vem coisa boa por aí. 

Bem antes de Punch-Out! o Atari já arrebentava no boxe.
E logo que continuei a jogar, dei de cara com uma maravilha da Activision: Boxing. Jogo de boxe extremamente divertido e frenético que tem opção para até dois jogadores tirando um contra, envolve muita estratégia e reflexos, captura muito bem o boxe. Jogo surpreendente. Depois fui jogar Fishing Derby, mais um petardo da Activision, desta vez sobre pesca. Dois pescadores competem para a maior pontuação, mas há um tubarão na água para atrapalhar. Extremamente divertido ao mesmo tempo em que é relaxante, tem um efeito de movimento da água surpreendente para o Atari 2600. Aliás, parece que os jogos da Activision desafiavam muito os limites do Atari...







O efeito da água em movimento chama a atenção em
Fishing Derby, e ainda por cima o jogo é muito bom.


Depois joguei Skiing e fiquei neutro com relação a ele. Um jogo de Ski descendo a montanha, mas sem muita emoção, e é meio lento. Agora, recapitulando a Activision nesta edição: dois jogos excelentes, um mais ou menos, e agora a bomba: Dragster. É um jogo de corrida na modalidade de arrancadas, no qual corremos uma retona trocando as marchas e com cuidado para não fundir o motor. O jogo é bonito, mas é facílimo fritar o carro e é curto demais, além do que essa modalidade de corrida não poderia nunca dar um jogo divertido. Seguindo em frente...
Apesar de visualmente inferior ao original,
esta ainda é uma boa versão de Asteroids.


...Entrando no ano de 1981! O primeiro jogo deste ano foi Asteroids, que é uma adaptação super competente do original de arcade que já analisei aqui no blog há muito tempo... Ao invés do visual vetorial extremamente charmoso do arcade, o jogo foi adaptado para o estilo em pixels, deixando-o ainda mais rudimentar. Uma pena porque os controles e os sons foram muito bem adaptados ao Atari 2600. Mesmo assim, continua sendo um jogo muito divertido, só não foi aquela obra prima dos fliperamas, infelizmente.

Missile Command é fácil de jogar mas difícil de largar

Missile Command é mais um jogo de tiro mais ou menos na veia de Space Invaders, porém com características únicas: você precisa defender uma série de cidades de ataques com mísseis nucleares, e para isso deve mirar suas bombas nos projéteis antes que atinjam a terra. A dificuldade é progressiva e o jogo é extremamente envolvente, mais uma excelente adaptação de jogo dos arcades para o velho Atari. Me diverti muito com esse jogo e sua dificuldade cabulosa.

Continuando, cheguei a Stellar Track, que me surpreendeu por buscar algo diferente do estilo arcade: nele, temos uma aventura em texto na qual fazemos escolhas para comandar uma tripulação de uma nave espacial por missões à-la Jornada nas Estrelas. Sim senhores, um adventure em texto para Atari 2600 em pleno ano de 1981. Quem diria, não? O jogo é até interessante, mas exige paciência, e como não tive acesso a um manual, vou deixar para me aprofundar neste aqui em outro momento. Mesmo assim, uma boa surpresa.



Voltando aos esportes, Ice Hockey é mais um jogo da Activision, em uma partida de Hockey dois contra dois, extremamente divertido de se jogar. Dá até para dar umas cacetadas no adversário, excelente jogo de esportes. Depois fui parar em Tennis, que é um excelente simulador do esporte, da Activision também. Kaboom! é - surpresa... - mais um jogo excelente da Activision. Nele, precisamos evitar que as bombas de um presidiário fugitivo caiam no chão. Veloz e furioso como os jogos do Atari 2600 devem ser!








Laser Blast é um jogo de tiro mais ou menos estilo Defender, no qual você controla um disco voador ou algo do tipo e deve avançar pelas telas destruindo canhões antes de ser explodido. Muito simpático este aqui. Depois de uma sequência de ótimos clássicos da época, finalmente achei um jogo chato: Skeet Shoot. Passem longe deste aqui.

Space Chase em movimento impressiona.
O nível dos jogos continuou lá em cima quando comecei a jogar Space Chase. Abri o jogo achando que seria um shooter genérico, quando me deparei com um shooter vertical estilo Galaga, mas com scrool vertical e um efeito de rolagem que faz parecer que estamos na órbita de um planeta. Um efeito semelhante - guardadas proporções - ao Axelay de Super NES, o que me impressionou. O jogo é rápido e super divertido. Quem diria?








Stampede da Activision foi o próximo que comecei após todo o esforço para largar o Space Chase. Um enredo um tanto inusitado para não dizer bizarro: você controla um boiadeiro que deve recuperar o gado após uma debandada usando corda e laço. Mais surpreendente ainda: é divertido! Estou impressionado em como os caras antigamente criavam jogos pitorescos, para dizer o mínimo...
Stampede é uma pérola esquecida entre os jogos do Atari 2600

Depois de tantos jogos sensacionais, e alguns no mínimo peculiares, eu termino este trecho da Jornada Atari 2600 sentindo um enorme respeito por este console e suas propostas de jogo divertidas e fiéis aos arcades. Me sinto privilegiado por poder jogar todos esses títulos, e depois que comecei a usar o Stella e seus efeitos de Scanlines... Tudo melhorou muito. Fato é que tem bastante bobagem no Atari 2600, mas os grandes jogos mais do que compensam por isto, e nesses últimos dias o que não faltaram foram excelentes jogos do Atari 2600. Lembra no começo desta edição quando comentei que a jornada era árdua? Dessa vez foi simplesmente sensacional e estou ansioso para conhecer melhor a biblioteca deste grande console. Terminei de jogar todos os jogos lançados em 1981 e na próxima edição vou começar a jogar uma extensa lista de jogos de 1982.

Destaques: Boxing, Fishing Derby, Asteroids, Stampede, Space Chase, Stellar Track, Ice Hockey, Tennis, Kaboom!, Missile Command.
Piores momentos: Skeet Shoot, Dragster.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Análise 45 - Dig Dug [Arcade]

 
Foi só depois de adulto, após começar a me interessar por jogos anteriores ao ano em que nasci - 1990 - , que fui conhecer Dig Dug. Parte da coletânea Namco 50th Anniversary para PS2, foi neste formato e pelo MAME que pude jogar este jogo tão aclamado mas que após a década de 1990 caiu no esquecimento. Nestas minhas análises sobre jogos mais antigos não é possível expressar a nostalgia de quem viveu naquela época - porque não vivi - mas ao invés disso eu pretendo falar sobre o senso de descoberta e surpresa que venho tendo a cada vez que jogo um desses títulos dos tempos da Guerra Fria. E Dig Dug foi um dos jogos que mais me causou surpresa e diversão desde que me atrevi a escrever sobre jogos que não foram de minha juventude.


Uma cabine de Dig Dug em ação

Em 1982 Dig Dug era lançado para os fliperamas com o mesmo hardware de Galaga (1981) pela Namco no Japão e pela Atari no ocidente. Logo ao perceber a origem do hardware, é de se esperar que esse jogo tenha gráficos incríveis para a época, o que é verdade. Desde seu lançamento, este título se tornou uma das máquinas mais populares de arcade da história. Mas é um bom jogo?





FINISH HIM!
Trata-se de um jogo em 2D com tela fixa, na qual escavamos pelo subterrâneo com o objetivo de eliminar todos os inimigos da tela. Controlamos o personagem Dig Dug (o qual vou chamar de Dig para não ficar me repetindo muito), que é um sujeito uniformizado munido de uma bomba de ar que serve como arma: é preciso inflar os inimigos até que eles estourem. Apesar de ter um visual por assim dizer "fofo", Dig Dug provavelmente inaugurou uma finalização cruel parecida com os Fatalities, que surgiram em Mortal Kombat. O direcional conduz Dig pelo subterrâneo, enquanto o botão de ação aciona a bomba de ar. Uma única bombeada paralisa os bichinhos, permitindo ao jogador passar por eles, enquanto várias bombeadas os explodem.










É possível usar essas habilidades de acordo com o terreno, paralisando vários deles, enquanto abre um caminho para atraí-los até as pedras caindo e assim ganhar vários pontos de uma vez, ou dar uma de Rambo e ir matando um por um manualmente. A natureza aberta de Dig Dug gera imprevisibilidade, e é preciso dominar as mecânicas do jogo para avançar. Isto acrescenta elementos leves de puzzle, que tornam as caçadas ainda mais divertidas e variadas. Perdemos uma vida ao tocar em um dos bichos ou se um deles fugir da tela, então os fatalities precisam ser rápidos...


Os sons são completamente adoráveis e à frente de sua época; a música toca enquanto o personagem se move e fica muda quando ele pára, gerando um ritmo muito interessante para o jogo. Os controles são responsivos e assim como Galaga, Dig Dug parece um jogo de Master System ou Nintendinho. Levando em conta que esse arcade é de 1982, é realmente impressionante vê-lo em ação, e ainda mais jogá-lo.

Dig Dug é um jogo que não envelhece e diverte absurdamente. Me diverti muito mais com Dig Dug do que com Pac-man, por exemplo, e é difícil parar de jogar. Recomendo a qualquer perfil de jogador conhecer alguma versão de Dig Dug, que foi portado para múltiplos consoles, além de suas sequências. Dig Dug talvez não seja tão intensamente lembrado, e apesar de não ser tão levado em conta pelo aspecto histórico, é uma obra prima dos videogames.  


domingo, 29 de janeiro de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 05: Que venha 1980!

Continuando com a Jornada Atari 2600 e mais uma edição, estamos entrando na década de 1980. A década do futuro e do cyberpunk, além das melhores bandas de pop na história trouxe avanços incríveis para os videogames, e nesta postagem vamos explorar um pouco sobre o que este importante capítulo na história trouxe ao console da Atari.

Indo para o ano de 1980, o primeiro nome me saltou aos olhos: 3D Tic-Tac-Joe. Seria um jogo em 3D no Atari 2600? Fiquei curioso na hora, e fui jogar... E foi a maior decepção. Ainda não entendi do que se trata. Tem uns planos vetoriais paralelos e é preciso combinar X e O nos quadrados, mas eu sinceramente não entendi o objetivo. E indo mais além na franqueza, eu não tive paciência de ir atrás neste aqui. Bom, seguindo em frente...

Cuidado para não estatelar o bonequinho
Circus Atari foi uma deliciosa surpresa desta lista. É um pouco complicado de explicar mas vou tentar: imagine Breakout, porém no lugar da barra, você tem uma espécie de gangorra com um bonequinho em cima. Na hora em que você começa o jogo, outro bonequinho pula para o meio da tela e você deve guiar a gangorra para evitar que ele caia de cara no chão. Se você conseguir acertar, ele faz a gangorra funcionar, jogando o outro bonequinho para o alto. Com o botão de ação você pode mudar a direção da gangorra e deve evitar que o bonequinho caia no chão. Há algumas variações e posso dizer que me diverti muito jogando este, e tive de me forçar a para para poder continuar. É muito bacana como alguns jogos do Atari cativam de imediato. Excelente jogo!

Dodge 'Em é uma espécie de Pac-man mas com carrinhos, muito divertido também. Golf é bastante bugado e burocrático, não entretém muito. Othello me pareceu competente, mas eu não sei jogar Othelo, então não em detive aqui. Fica um projeto para o futuro aprender a jogar Othelo!

Disputas acirradas no melhor jogo de futebol da plataforma


Pelé's Soccer é um futebol de campo 3 contra 3 mais um goleiro de cada lado. O controle é intuitivo e o jogo é super simpático. Mais um bom jogo de esportes para Atari, é divertido e tem até um placar animado a cada gol marcado. Provavelmente o melhor futiba da plataforma. Não vou me estender muito sobre Space Invaders, que é um excelente port do original de Arcade, com vários modos de jogo no Atari 2600, coisa fina, recomendadíssimo.








Video Pinball é ótimo

Stepple Chase é um jogo de corrida de cavalos. Não joguei porque não gosto da ideia desta prática. Video Checkers é o famoso jogo de damas, competente em sua proposta, mas só recomendável se você não tiver acesso ao tabuleiro ou alguém para jogar junto. Video Pinball é exatamente o que o nome diz: pinball pra Atari, e é divertido. A física do jogo é até que boa, diverte bem. Nessa semana pude jogar ótimos jogos de Atari 2600, a empreitada está divertida. Vou ficando por aqui, e logo mais continuaremos com a Jornada. O Atari 2600 vem superando minhas expectativas.

Destaques: Circus Atari, Dodge 'Em, Pelé's Soccer, Space Invaders, Video Pinball.
Piores momentos: 3D Tic-Tac-Joe, Golf, Stepple Chase.







Análise 44 - Pole Position I + II [Arcade]

Pole Position não é nem de longe o primeiro jogo de corrida, mas foi o
primeiro a trazer realismo ao gênero, praticamente criando tudo o que
viria a ser esperado de um jogo de corrida.
Estou ciente de que o Pub anda carente de jogos de corrida. Já há algum tempo quero falar sobre Pole Position de Arcade, o jogo que praticamente inventou o gênero corrida. Hoje vou fugir da rotina e falar de dois jogos ao mesmo tempo: Pole Position I e II. Como foram lançados em 1982 e 1983 respectivamente, eles são bastante parecidos, sendo as únicas diferenças o detalhamento gráfico e o número de pistas. A ideia dos dois é muito parecida, por isso achei que não faria sentido escrever duas análises pois ficaria repetitivo. Então vamos lá. 


Pole Position I em ação

São dois jogos de corrida concebidos por ninguém menos que o pai de Pac-man, Toru Iwatani. Talvez apenas esta descrição já aponte para clássicos sem necessidade de maiores explicações. Porém, mais do que isto, Pole Position e sua sequência podem ser considerados como os grandes precursores dos jogos de corrida, definindo o que sempre se espera de um jogo de corrida desde 1982. Nas versões originais jogavam-se em uma cabine com pedais para freio e acelerador, mais volante, simulando a experiência de dirigir um veículo de verdade. Para esta análise usei os jogos da coletânea Namco 50th anniversary para PS2.
 
Nestes jogos controlamos um carro de fórmula 1 visto pela traseira, assim como Night Driver havia feito alguns anos antes. As pistas são bastante coloridas porém na medida certa, sendo sem dúvida o jogo mais impressionante  - visualmente falando - de 1982. A sensação de velocidade é constante e a movimentação do carro pela pista segue um efeito de rolagem muito interessante, que viria a ser o padrão desses tipos de jogos por pelo menos mais de uma década depois, influenciando Enduro, OutRun, Top Gear, entre tantos outros. O gráfico do segundo jogo é um pouco mais detalhado que o primeiro, mas ambos são incríveis para a época e foram em minha opinião foram insuperáveis até o lançamento de Punch-out! pela Nintendo, que analisei aqui no blog.

Já no primeiro jogo havia uma excelente sensação de velocidade

Os sons são bastante primitivos em comparação com os gráficos dos jogos, porém não comprometem em nada a experiência. Nestes jogos, pilotamos o carro primeiro por  uma volta de qualificação. Se o jogador terminar a volta no tempo certo, ele se qualificará para uma corrida de fórmula 1 no pé do Monte Fuji contra outros 7 carros. Se o jogador não conseguir qualificar para a corrida, ele ficará na pista de qualificação até o tempo acabar. É importante também evitar sair da pista para não destruir o carro nos Outdoors, além de evitar bater em outros carros, causando a destruição dos envolvidos.

O primeiro jogo tem apenas a pista do Monte Fuji, mas sua sequência conta com mais três pistas. Hoje em dia parece pouco, mas para a época Pole Position foi  incrivelmente revolucionário, empurrando os videogames para um novo patamar. É um jogo tão bem feito e avançado que é difícil acreditar que saiu em 1982. E a sequência, ainda melhor, em 1983... Parecem mais jogos do início do ciclo do Mega Drive, o que é impressionante.

Pole Position II apresenta diferenças sutis
em relação ao primeiro jogo

Minha experiência com esses petardos foi prejudicada pela falta de um volante - joguei com o Dual Shock 2 mesmo - mas mesmo assim me diverti bastante com esses dois jogos. Recomendo a todos conferir esses jogos tão revolucionários a ponto de moldar um gênero inteiro e trazer um maior nível de realismo aos videogames. 






sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Análise 43 - Punch-Out! [Arcade]

Seguindo com as análises, ainda dentro dos jogos sobre lutas e artes marciais, hoje falo sobre o jogo que começou uma série aclamada de clássicos da Nintendo: Punch-Out! Lançado em 1984 pela Nintendo para os fliperamas, Punch-Out! é um jogo de boxe mano a mano desenvolvido sob a capitania de Genyo Takeda (notório principalmente pelos arcades Space Firebird, Popeye, além de Super Punch-Out!, Pilotwings 64, entre outros jogos, além de ser um dos principais responsáveis por projetar o Nintendo Wii) e Makoto Wada (que por sua vez participou do desenvolvimento de uma série de jogos, sendo os mais notórios Super Smash Bros. 64 e Brawl, Super Mario Sunshine e Pokémon Stadium). Logo ao jogar é simples perceber que este é de fato um jogo da Nintendo, tamanho o polimento e diversão envolvidos.



Provavelmente em 1984 não existia jogo mais bonito visualmente que Punch-Out. A ação ocorre de um ponto de vista por trás do nosso boxeador, porém ele é representado de forma transparente em framewire. Pessoalmente achei muito interessante esta opção, porque permite ver claramente a movimentação do oponente, ao mesmo tempo em que é possível claramente ver os movimentos de nosso lutador. Os sprites dos personagens são enormes, a movimentação e a ação são extremamente fluidas e ágeis, e muita coisa acontece na tela ao mesmo tempo. Os personagens são cheios de detalhes e parecem ser parte de um desenho animado. Todos eles são caricatos e carismáticos, e a plateia também é representada de uma forma super detalhada, com flashes de máquinas fotográficas a todo momento, tendo até algumas participações especiais - que hoje em dia o pessoal gosta de chamar de "easter eggs".
 


 Os sons são parecidos com a maioria dos jogos de NES, em mono. As músicas são bem simples, mas cativantes, compostas por Koji Kondo (que ficaria notório anos mais tarde com Super Mario Bros. e Legend of Zelda para nintendinho). O jogo apresenta vozes digitalizadas, com o narrador gritando o nome de cada golpe, mostrando mais um avanço que não quase não existia na época. A plateia é bem barulhenta, como deveria ser em um jogo de boxe, e dá para ouvir as câmeras fotográficas trabalhando loucamente, além de cada golpe ter um som convincente. Os sons aumentam a adrenalina do jogo na hora da contagem. Enfim, tudo no perfeito lugar.

Os controles são extremamente simples, mas efetivos. Com o joystick é possível se esquivar para os lados, subir ou abaixar as luvas, permitindo escolher onde defender. Em conjunto com os dois botões de soco (um para cada punho) é possível determinar também onde atacar. Parece um pouco confuso, mas é muito fácil de aprender, e esse esquema de controles permite atacar e defender com estratégia, explorando os pontos fracos que cada adversário apresenta. Há também um botão para um super ataque. 





 


Punch-Out! é um jogo ágil e extremamente divertido. É fácil aprender a jogar, mas difícil de dominar, e os oponentes mais avançados dão bastante trabalho para vencer. Mais do que um jogo de luta, é meio que um puzzle, no qual é preciso aprender as fraquezas de cada adversário para avançar. É um jogo desafiador e gratificante, um clássico. Em minha opinião o jogo mais impressionante da primeira metade da década de 1980 - pelo menos entre os que joguei até aqui. Jogue hoje mesmo!



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Jornada Atari 2600


Comecei o ano de 2017 com muitas ideias, e uma delas foi de escrever uma coluna neste blog detalhando a empreitada de jogar todos os jogos de um console - o suficiente para conhecer os jogos, não necessariamente finalizando-os. Isto já foi feito antes em outros sites e blogs, mais notoriamente o Gagá Games. Eu resolvi fazer minha própria empreitada, dessa vez com o Atari 2600. E de forma diferente: aqui eu estou seguindo uma ordem mais ou menos cronológica - não perfeitamente - assim como as análises que venho publicando aqui. Os jogos do Atari 2600 normalmente não têm um final, sendo mais voltados para a pontuação. Portanto, vou jogar o suficiente para entender a graça de cada jogo, e se for divertido pretendo jogar mais tempo. Assim como o Gagá Games, não vou falar tanto de cada jogo para não ficar cansativo. Os jogos de cassino e do tipo educacional não serão abordados em detalhes porque acredito que nestes casos é melhor jogar cartas e verdade, ou fazer contas e brincar de forca de verdade, com papel e caneta.

Coincidentemente, reparei que em 2017 completam-se 40 anos desde o primeiro ano comercial do Atari 2600. Não havia planejado dessa forma, mas certamente é uma coincidência muito legal! Seguem os links de cada edição:


Jornada Atari 2600 Edição 00: Que comece 2017!
Jornada Atari 2600 Edição 01: 1977, o Ano do Início
Jornada Atari 2600 Edição 02: NBA Jam para Atari? Cruzes!
Jornada Atari 2600 Edição 03: Dirigindo à Noite e Jogando Forca
Jornada Atari 2600 Edição 04: Apresentando a fantástica bala humana!
Jornada Atari 2600 Edição 05: Que Venha 1980!
Jornada Atari 2600 Edição 06: Activision Entra no Jogo
Jornada Atari 2600 Edição 07: Começa 1982!
Jornada Atari 2600 Edição 08: Ainda em 1982, Salvos por Yar's Revenge 
Jornada Atari 2600 Edição 09: 1982 Ainda Vai Longe
Jornada Atari 2600 Edição 10: Entre Tiros, Comunistas do Espaço e Tesouros
Jornada Atari 2600 Edição 11: O Ataque dos Clones em 1982
Jornada Atari 2600 Edição 12: Os Clones Contra-Atacam em 1982.
Jornada Atari 2600 Edição 13: Símbolos do Atari
Jornada Atari 2600 Edição 14: Invasão dos Jogos de "Navinha"
Jornada Atari 2600 Edição 15: Terminando 1982 
Jornada Atari 2600 Edição 16: Feliz 1983!
Jornada Atari 2600 Edição 17: O Atari com seus Altos e Baixos
Jornada Atari 2600 Edição 18: O Nível dos jogos Continua Alto
Jornada Atari 2600 Edição 19: Gauntlet no Atari???
Jornada Atari 2600 Edição 20: A Busca por um Lugar ao Atari em 1983
Jornada Atari 2600 Edição 21: Momentos Difíceis no Atari
Jornada Atari 2600 Edição 22: O Atari Cada Vez Melhor
Jornada Atari 2600 Edição 23: Shooters para Todos os Gostos
Jornada Atari 2600 Edição 24: Terminando 1983
Jornada Atari 2600 Edição 25: Em 1984, um Arcade em Casa
Jornada Atari 2600 Edição 26: Em uma Nova Geração, mas Ainda Firme e Forte...
Jornada Atari 2600 Edição 27: Ultrapassando os Limites do Atari
Jornada Atari 2600 Edição 28: Termina a Década de 1980
Jornada Atari 2600 Edição 29: Depois de 1990... Como Fica o Velho Atari?
Jornada Atari 2600 Edição 30: Epílogo