sábado, 7 de maio de 2016

Virtual Atari: Jogue todos os jogos de Atari 2600 em seu navegador

H.E.R.O.: um dos grandes clássicos da época
O Atari 2600 é o console que popularizou o uso de cartuchos em um sistema de videogame, aprimorando a tecnologia usada ainda em 1976 em um console chamado Fairchild Channel F. Lançado em 1977 nos EUA, e somente em 1983 no Brasil, o Atari 2600 adquiriu grande popularidade com jogos até então inéditos na época e seu controle que simulava uma alavanca de fliperama. Embora tenha tido um declínio tenebroso em 1983 com títulos igualmente obtusos como um port terrível de Pac-man e o famoso jogo do E.T., o Atari 2600 brilhou forte durante seu auge, iniciando toda a indústria de jogos como conhecemos hoje, sendo lar para jogos inesquecíveis - principalmente os clássicos feitos pela Activision.


Há tempos estou atrás de um Atari 2600. Especificamente aquele modelo clássico com o acabamento em madeira, que há décadas já não é mais fabricado. Até o momento não pude comprá-lo porque os preços praticados por aqui em terras tupiniquins são exorbitantes e em minha opinião não refletem o valor do console, ainda mais considerando que em geral os aparelhos não vêm em um bom estado de conservação.
Sempre achei este acabamento de madeira sensacional... Foto: cortesia do google :)

Resmungos à parte, tenho suprido minha vontade de conhecer os clássicos da época por meio das coleções Atari Anthology e Activision Anthology do PS2, além dos emuladores. Esta última alternativa me surpreendeu negativamente por ser bastante primitiva e com muitos erros na velocidade dos jogos. Esta dificuldade que tive em rodar jogos de Atari em um notebook atual me levou a conhecer o site do qual falo nesta postagem, o Virtual Atari.

Esta iniciativa, segundo os criadores do site, é um trabalho feito de fã para fã, sendo um registro notável da primeira era de ouro dos jogos eletrônicos. Todos os jogos de Atari 2600 estão disponíveis com suas respectivas capas, e o acesso a eles é extremamente simples, ágil e intuitivo. A interface é eficiente, com direito a ícones que imitam as antigas chaves do Atari 2600, com funções de reset e ajuste do nível de dificuldade, além de opções para imagens coloridas ou em preto e branco.

A interface dos jogos é organizada de forma alfabética e exibida por meio de fotos das capas originais.

Jogando Snoopy and the Red Baron pelo Virtual Atari
Os controles são pelo teclado e funcionaram surpreendentemente bem. Muitos dos jogos do Atari 2600 são simples de começar a jogar e difíceis de parar, então várias vezes me esqueci de que estava jogando em um teclado. Creio que por meio de um programa mapeador de teclas seja possível configurar um controle USB, porém não cheguei a fazer esta tentativa. Caso eu consiga fazer isto, atualizarei este post. Para quem não viveu os anos 1980 este site é valioso por conter revelações incríveis em relação aos videogames, além de diversão pura e simples. É nada menos do que um Atari 2600 virtual e com acesso a todos os jogos lançados, então o site já é incrível por definição. 




Por isso acredito que este site tem um valor incalculável, pois muito mais do que o valor dos jogos, o valor da diversão está aqui e isto não pode ser calculado em números. Isto é a História dos videogames, curada, organizada e disponibilizada para quem quiser conhecer e se divertir. É a chance daquela criança interna em cada um dos mais velhinhos curtir esses jogos tão divertidos. E também para os mais novos conhecerem o que perderam e de onde vieram inspirações para nossos jogos favoritos de hoje. Acima de tudo, a possibilidade de se divertir de forma descompromissada. O link para esta maravilha histórica pode ser acessado aqui.



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Análise 05 - Enduro [Atari 2600]


As capas do Atari... Sempre lindas.
Este jogo foi lançado em 1983, mesmo ano de lançamento do álbum Piece of Mind do Iron Maiden. Eu fico imaginando a sensação ao ligar este jogo na época de lançamento, com o disco da banda britânica tocando ao fundo e dando o ritmo para um jogo de corrida que, mesmo comparado com jogos mais recentes, curiosamente continua divertido e instigante. Lançado pela Activision (provavelmente a melhor softhouse da primeira metade dos anos 80), não foi o pioneiro em jogos de corrida, mas é marcante por uma série de motivos. E é isto que desenvolveremos neste texto.


A premissa consiste em provas de corrida que ocorrem ao longo de um dia. Para progredir, o jogador precisa vencer um dia de provas ultrapassando todos os carros da pista e chegando em primeiro lugar. Cada fase inicia com a alvorada e termina com o cair da noite. Aqui começa a peculiaridade deste jogo que atingiu o status de clássico ainda em seu lançamento: conforme o dia passa, a paisagem da corrida muda, passando por neve, neblina, até um belo pôr do sol que faz uso admirável da paleta de cores do Atari 2600, criando um visual único e com senso de progressão, algo raro em jogos daquele tempo. Enduro foi mesmo à frente de seu tempo.

Início de fase
O jogo lança mão de um efeito visual de scrolling vertical com efeito de perspectiva, criando, além de uma sensação de velocidade muito legal, a sensação de profundidade e aproximação dos carros conforme aceleramos. Isto junto às mudanças de efeitos visuais dos planos de fundo, passa uma sensação de progressão única para a época, gerando um padrão que viria a ser seguido e aprimorado por jogos de corrida mais modernos em hardwares mais avançados nos anos seguintes. Outros detalhes como o giro dos pneus de acordo com a velocidade e aceleração do veículo contribuem muito para a imersão. As cenas e neblina também merecem destaque, pois os sprites dos carros adversários são substituídos por dois retângulos vermelhos em meio ao fundo cinza, indicando as luzes de freio. A descrição e até as fotos talvez não pareçam impressionar, porém a cena em movimento é muito interessante. E eu diria até impressionante em alguns momentos, levando em conta a época e o hardware em que foi lançado.
Embora simples, o jogo demonstra bem as mudanças de terreno.

Os controles respondem muito bem, sendo a alavanca do controle usada para manobrar o carro e o botão de ação para aceleração. Para realizar ultrapassagens, é preciso dominar o tempo certo de acelerar e reduzir a velocidade, pois ao bater em outros carros, fica praticamente impossível chegar em primeiro lugar. Este jogo, assim como a maioria dos jogos de gerações antigas, requer dedicação do jogador, e ao mesmo tempo consegue ser incrivelmente divertido. O áudio segue a cartilha da época, devido às limitações do chip de som do Atari. Em minha opinião, assim como outros jogos dessa época, vale jogar enquanto ouve seus álbuns favoritos. O que nestes jogos mais antigos, vou contar como grande ponto positivo.

O lindo pôr do sol...

A jogatina de Enduro é uma revelação. Eu esperava que não fosse gostar muito do jogo, porém ocorre que dentre os poucos títulos do Atari 2600 que joguei, este é até o momento desta análise, o meu favorito. É uma jogabilidade tão sólida, que até a metade dos anos 1990 a maioria dos jogos de corrida seguiria ainda as bases alçadas por Enduro. Um jogo de corrida verdadeiramente divertido e memorável. Clássico!


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Análise 04 - Pac-man [Arcade]

O futuro!
O ano de 1980 marcou uma transição intensa da cultura pop para quilo que eu chamo de "década do futuro". Do ponto de vista de entretenimento, os anos 80 sempre serão aquela década futurista, na qual a ficção e o imaginário da humanidade apontavam para um 2015 com carros voadores e tecnologias que ainda hoje em 2016 não foram alcançadas.




De toda forma, o futuriata ano de 1980 foi marcante por muitos grandes motivos, dentre eles o lançamento do arcade de Defender, a estreia de O Império Contra-ataca, o disco de estreia do Iron Maiden, Ace of Spades do Motörhead... E infelizmente também marcado de forma horrorosa pela morte de John Lennon. Um ano com altos e baixos, de fato. Um destes altos foi Pac-man.


A criação do personagem resumida em uma imagem.
Lançada para os fliperamas em 1980, a criação de Tōru Iwatani, capitaneada pela Namco, ajudou a moldar toda a indústria de jogos eletrônicos em sua primeira fase. Neste post não vou me aprofundar na história e no impacto sobre a cultura pop que o jogo trouxe. A simples publicação dessa postagem será meu testemunho em relação a este legado, simplesmente porque, tendo nascido em 1990 (aqui os leitores podem perceber a importância que atribuo ao ano de meu nascimento nestas matérias do blog) , nunca havia jogado o fliperama do pac-man, porém incrivelmente eu sempre soube qual a premissa deste clássico.


Uma das variações de gabinete do Pac-man
Não faltavam variações do gabinete deste fliperama.

Até a confecção deste texto, eu nunca havia jogado Pac-man. E mesmo assim sempre soube das mecânicas desse jogo, e entendo que todo mundo com o mais remoto interesse por videogames, também tem no mínimo uma noção básica do que é Pac-man. E isto é um testamento do legado permanente que este jogo causou em toda uma indústria, ultrapassando a barreira da mídia de jogos eletrônicos, abraçando a cultura pop e tornando-se universalmente conhecido. 

O pac-man é nada mais que uma cabeça amarela que sai comendo pastilhas no meio de labirintos, e mesmo assim é um personagem que cativou a imaginação de milhões de pessoas mundo afora. Em minha opinião, assim como Alex Kidd, Sonic, Mario, e outros ícones, Pac-man representa o que são jogos de videogame.  Diversão simples, cativante. Em vários labirintos, é preciso escapar ou vencer os fantasmas, além de devorar todas as pastilhas da tela. A cada fase o desafio aumenta, e embora a jogabilidade seja muito simples (usa-se apenas o direcional para movimentação), é um jogo muito difícil de largar ao começar. É extremamente divertido, fácil de jogar, mas difícil de dominar. E isto vou tomar como grande ponto positivo para este jogo.


Os personagens e o sistema de pontuação
A complexidade do jogo não pára por aqui.  Os fantasmas que perseguem o Pac-man apresentam programações distintas de comportamento, portanto além de reflexos, o jogo requer que o jogador conheça suas nuances. Em um período sem a Internet difundida em massa com o facilitismo de informações que temos hoje, era necessário jogar e experimentar as mecânicas por tentativa e erro. Isso dava um ar de mistério muito legal aos jogos e levava os jogadores a realmente se dedicarem a aprender suas nuances, com aquele saudoso school yard gossip, como dizem os americanos. Ou simplesmente, aquelas conversas de recreio nas quais trocávamos dicas e macetes, e até perpetuávamos lendas urbanas dos jogos, algumas das quais acabavam sendo falsas. E ninguém sabia de onde começava. Bons tempos! Isto está tão em falta hoje que quase caí para trás quando meu primo de 9 anos entregou o final do Red Dead Redemption de PS3 sem ter jogado, graças aos YouTubers... Nem preciso dizer que ele levou um fatality por isso... :D

Pac-man teve uma miríade de jogos dos mais variados gêneros, com alguns bons momentos e outros realmente esquecíveis, porém o legado do personagem é permanente. Basta lembrarmos do impacto que teve a notícia em que Pac-man seria um personagem controlável (e apelão) nas versões de 3DS e WiiU de Super Smash Bros. Qualquer hora é uma boa hora para jogar Pac-man, e o jogo não envelhece. Um visual atemporalmente nostálgico, mecânica perfeita e diversão desenfreada unem-se para garantir que Pac-man seja uma experiência sensacional independentemente de sua idade. Em síntese, é um dos grandes símbolos dos jogos eletrônicos, de fato.












domingo, 24 de abril de 2016

PubNews (04.2016): Animação de Star Fox Zero

Este é um post não programado, o que, espero, irá se tornar uma marca deste blog, para que o conteúdo dos textos fique mais leve e espontâneo. Então, pegue um cafézinho, acomode-se e tente não espirrar café em seu PC ou celular... Vale trazer pipoca também.
Com o iminente lançamento de Star Fox Zero para o WiiU, a Nintendo produziu nada menos que um curta-metragem contando um pouco da história do jogo e dialogando fortemente com a nostalgia que sempre envolveu e sempre envolverá Star Fox. Trata-se de um curta com excelente qualidade e cheio de referências a momentos clássicos da série, desde falas e músicas até uma cena com o Falco jogando Star Fox do Super Nintendo! A animação está no canal da Nintendo no Youtube.

 

Confesso que este vídeo me impressionou pela qualidade, e neste curta dá para perceber um polimento e capricho típicos dos jogos da Nintendo. Os pequenos detalhes impressionam, a dublagem é ótima e a animação dos personagens é extremamente bonita. Nunca vi os personagens de Star Fox tão bem estruturados e retratados. Foram apenas 15 minutos, mas 15 maravilhosos minutos. Eu adoraria ver a Nintendo tomar esse tipo de iniciativa com suas franquias - mantendo o padrão visto neste Star Fox Zero, claro. O único problema é que não há legendas na animação, então é preciso ser fluente em inglês para apreciar este episódio em sua totalidade. 
Dedico este post ao meu amigo Cassio, conhecido também não por acaso como Raposa. Não tinha como não lembrar dele!
Há um tempo venho notando que a Nintendo andava discreta demais, e este curta, embora não muda muito esta situação, merece todos os elogios. Espero que isto seja um sinal de coisas boas para o futuro dos videogames. Star Fox é um daqueles jogos que são verdadeiras celebrações do que significa um videogame. Este blog vem se tornando uma celebração de videogames e entretenimento como um todo, por isto tenho o orgulho de repercutir este incrível curta-metragem por aqui. Bom divertimento!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Análise 03: Defender [Arcade]

A Era de Ouro dos Fliperamas.
O jogo de hoje carrega uma importância histórica especial. Comumente citado como um dos precursores do efeito visual de side scrolling nos jogos de videogame, Defender foi lançado para sistemas Arcade (ou fliperama, como eu pessoalmente gosto de me referir a esses jogos) no ano de 1981 pela Williams. Citei o jogo neste blog em outra ocasião na matéria sobre o Sidescrolling 2D. É complexo falar sobre jogos muito antigos com os quais não cresci, ainda mais levando em conta que nasci em 1990. Portanto, este peso não carrega o brilhantismo que teria se fosse escrito por quem jogou na época do lançamento nos fliperamas... Porém, livre da lente nostálgica, creio que a análise será um pouco mais  realista, por assim dizer. Conheci este título por meio de meu interesse histórico ao estudar para escrever sobre a evolução dos jogos. Desta forma, fui atrás de jogá-lo, e aí a experiência começou a ficar interessante.

Esse é o tipo de visual com que sempre fui acostumado.
Para quem cresceu jogando Alex Kidd in Miracle World, Super Mario World, Donkey Kong Country entre outros jogos extremamente bonitos da geração 8-16 bits, este título, assim como outros da mesma época, não são nada impressionantes. Acostumados que somos (pelo menos minha geração de jogadores) a jogos mais bonitos, as imagens do Defender não chamam a atenção, porém ao ver o jogo em movimento, ouvir os efeitos sonoros, e, principalmente, jogá-lo... As impressões mudam completamente.



Mesmo com a experiência sendo diluída em minha análise - utilizei uma coletânea no ps2 e outra no gameboy, sem ter conseguido configurar o mame no pc - Defender apresenta um visual que apesar de extremamente básico, é muito agradável quando em movimento. Trata-se de um jogo de tiros com naves - um shoot 'em up - no qual o jogador controla uma nave espacial na superfície de um planeta sem nome. O objetivo é destruir invasores aliens e ao mesmo tempo proteger astronautas na superfície do planeta, impedindo que eles sejam abduzidos. 

O belo painel de controle, o qual não pude conhecer pessoalmente... :(


Os controles originais do fliperama envolvem uma alavanca que controla a elevação e descida da nave, junto a 5 botões, que servem para controlar a direção do vôo, armas e aceleração hiper-espacial. Este último recurso é emprestado da ficção científica de filmes com Star Wars, fazendo com que a nave seja teletransportada para um ponto aleatório da fase. É um recurso muito divertido e intrigante de se usar, pois a jogabilidade em conjunto com o áudio, traz a sensação de pilotar de fato uma das naves em um filme do Star Wars. Como o teletransporte é aleatório, pode ser que a nave escape de ataques inimigos, porém ela também pode ser transportada para a destruição. Isto acrescenta um fator surpresa e muita imprevisibilidade ao jogo, e mesmo assim a experiência é satisfatória.

Os sons do jogo impressionam pela qualidade, e eu fico imaginando o impacto disto em 1981 em uma máquina de fliperama com o volume do som no máximo. O primeiro videogame inédito da Williams foi revolucionário ao usar na época um microprocessador Motorola 6800 para processamento do áudio em mono, gerando um som de impacto e permitindo tais efeitos. Os tiros e explosões têm efeitos realistas que fazem de fato parecer que o jogador está em um futuro de ficção científica, gerando imersão. Os controles são muito bem definidos, e mesmo usando um controle de PS2 para jogar, me senti satisfeito com a experiência, muito embora eu saiba que a coisa deve ser muito melhor no fliperama em si.




O jogo recompensa o jogador por salvar os humanos e destruir aliens por meio de seu sistema de pontuações, e ao atingir certo número de pontos você adquire mais vidas e mais bombas que são úteis em situações mais críticas. Situações críticas são muito comuns no jogo, e sendo um fliperama, ele exige dedicação do jogador, além de conhecimento da mecânica do jogo e paciência. A experiência é recompensadora, e Defender é extremamente recomendado para os jogadores daquela época, fãs de shooters, ou mesmo quem procura um grande desafio junto a um jogo viciante.



O sistema de pontuações no Defender
Um título jurássico, que vale a pena ser jogado hoje em dia.

Lembrando também que Defender é um jogo bonito em movimento, mesmo que tenha um visual cru, típico das limitações de hardware da época. Diversão pura e simples, fácil de jogar, meio raso até. E não é por diversão que jogamos? Vale a pena ser jogado hoje em dia, e está facilmente disponível para praticamente todas as plataformas existentes. Defender envelheceu muito bem e merece ser melhor lembrado pelos jogadores. Recomendo, no entanto, jogar com um controle arcade em uma televisão ou monitor de tubo, se possível.










sábado, 30 de janeiro de 2016

Retrospeciva 02: O que Joguei em 2015

Talvez o post de hoje esteja um tanto quanto tardio em um blog em que tão pouco publico. Porém, em uma rotina puxado como foi o último ano - me formar médico e toda a transição associada com essa mudança de paradigma após um longo período na faculdade - publicar neste blog em meio a tanta exigência de tempo e esforço é um sinal de que as coisas estão bem. E é com prazer que aqui compartilho o que joguei em 2015. Embora 2015 tenha sido provavelmente o melhor ano da minha vida, não consegui zerar jogos, embora tenha avançado razoavelmente em alguns. Quando eu tinha tempo livre, o que eu queria era dormir, então acabei realmente não jogando como gostaria. Mesmo assim as experiências foram ótimas e fica um gosto de quero mais para 2016, no qual estou me organizando melhor para poder curtir os jogos de que tanto gosto. Afinal a vida não é só trabalhar, né! Vamos então à minha retrospectiva.

Pokémon Omega Ruby [3DS]

Remake da geração GBA dos monstrinhos de bolso, melhora as mecânicas de jogo e retrata a região de Hoenn de forma magistral, tal qual os originais da época não conseguiram. Destaque para as mecânicas aprimoradas de captura, treino e interação com os Pokémons, inúmeras side quests, além de um modo online muito bem estruturado e viciante. Excelente investimento para quem tem um 3DS, recomendável para antigos fãs de Pokémon e até mesmo para quem nunca jogou ou quem não gosta da franquia. Mesmo em passos de tartaruga, destrinchei este aqui. Vale a pena! 


Elite Beat Agents [NDS]

Marcante jogo de ritmo e música para o Nintendo DS. Este título coloca o jogador no controle de uma espécie de grupo de agentes secretos que ajudam as pessoas a resolverem seus problemas mais cabulosos usando a própria música e dança. Um jogo totalmente maluco e deliciosamente divertido como só os japoneses conseguem fazer. Cheio de músicas fantásticas, desde Highway Star do Deep Purple até September do Earth, Wind and Fire. Um excelente gosto musical, extremamente eclético e mecânicas de jogo beirando a perfeição no uso da tela de toque do DS junto a uma bela dose de dificuldade fazem deste um jogo altamente recomendável. Simplesmente sensacional!


Donkey Kong Country 2: Diddy Kong's Quest [SNES]

Após o incrível Donkey Kong Country, esta é uma sequência digna de seu antecessor. Donkey Kong foi raptado por Kaptain K. Rool e cabe ao Diddy Kong junto de sua namorada Dixie salvar o gorilão. A jogabilidade perfeita do original continua presente, e o jogo está ainda maior. Há mais opções de animais para ajudar na jornada e as fases ficaram mais diversas. Os gráficos continuam lindos até hoje e mais detalhados que o anterior. A trilha sonora evoluiu ainda mais e está com um tom realmente épico, contribuindo para uma excelente atmosfera apoiada por um excelente jogo. Desde moleque eu sempre quis jogar essa maravilha, e posso dizer que a espera valeu a pena, é realmente um dos melhores jogos do Super NES. Fui bem longe, mas por falta de tempo não consegui terminar. Mas este eu vou acabar terminando ainda no começo do ano. Recomendadíssimo!

Pokémon Shuffle [ANDROID]

Joguinho recente, mas que já entrou para a história por ser o primeiro jogo mobile da Nintendo. Puzzle simples de aprender, difícil de largar. O jogo é free to play com microtransações, embora eu recomende jogar no modo free mesmo. Explico o porquê: primeiro, o jogo é bem viciante pois mistura de forma inteligente a mecânica estilo puzzle league e columns com a mecânica de captura de pokémons, batalhas e ganho de pontos de experiência. Isto faria a jogatina sair cara e ainda por cima o jogador teria dificuldades em parar de joga, perdendo muito tempo no processo. Dependendo do tempo disponível e da pessoa isto pode ou não ser um problema. Eu, pessoalmente, não posso ficar muito tempo jogando em sequência por conta dos meus compromissos, então para mim esse jeito bruto de tentar segurar o jogador é um contra. E outro motivo, talvez mais importante para as outras pessoas, a dificuldade diminuiria ao fazer as microtransações. Assim, jogando no free temos um jogo desafiador e com uma duração adequada para um jogo de celular. Um excelente começo da Nintendo no mercado de jogos portáteis, altamente recomendado.

Road and Track Presents: The Need for Speed [PLAYSTATION]

Já devo ter comentado aqui que fui uma criança sem Playstation, e quando ia na casa de meus amigos que eram alguns anos mais velhos e tinham um Playstation 1, eu achava o maior barato assistir os caras jogando. Na minha visão naquela época, Tomb Raider, Crash Bandicoot, Metal Gear Solid, entre outros eram absurdamente épicos - e estão na minha lista para jogar, inclusive - mas especificamente o primeiro Need for Speed me chamava muito a atenção. E este ano pude curtir este jogo, embora ainda não tenha feito tudo o que dava para fazer. Inicialmente lançado para o 3DO e depois lançado no Playstation, logo nas primeiras cenas percebe-se que este jogo estava muito à frente de seu tempo. A jogabilidade é um pouco mais realista se comparada com jogos mais recentes da série - que têm um estilo mais arcade - mas não tão realista como Gran Turismo, por exemplo. As pistas são bastante longas, os veículos diversos e únicos, e cada um tem uma "dirigibilidade" diferente. Não sou familiar com os carros retratados, mas acredito que o jogo capturou bem a sensação de dirigir um Porsche ou um Viper. Ótimos gráficos, áudio ok, excelente jogabilidade. Tem tudo para agradar quem gosta de jogos de corrida, e gostei muito de ter jogado este aqui. Mais uma vez a longa espera valeu a pena.

O ano de 2015 foi espetacular, embora a jogatina tenha sido contida. Após toda a vivência que tive, algo que aprendi foi esperar. E vale a pena. Termino este post citando um trecho do livro O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas:

"(...) não há felicidade nem desgraça nesse mundo, há a comparação de um com outro estado; e nisso se resume tudo.
Só aquele que sofreu o infortúnio extremo compreende o gozo da extrema felicidade.
É preciso ter-se querido morrer para se saber exatamente como é bom viver.
Vivam, pois, e sejam felizes; e não se esqueçam nunca de que, até que o dia em que Deus se dignar desvelar o futuro do homem, toda a sabedoria humana se concentrará nestas duas palavras: aguardar e confiar!"

Espero que em 2016 eu possa me dedicar mais a este espaço, que o ano seja ainda melhor que 2015, e, claro, que os jogos sejam mais presentes nesta trajetória.