terça-feira, 18 de abril de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 17: O Atari com seus Altos e Baixos

Continuando com a épica Jornada Atari 2600, na qual me propus a jogar todos os títulos deste console ano a ano - portanto, mais ou menos em uma ordem cronológica de lançamento - chegamos à edição de número 17.

Comecei com Ms. Pac-Man, que para minha agradável surpresa não é a bomba que foi a versão de Pac-man no Atari. Mesmo assim, está bem longe de ser a maravilha do arcade. Mesmo assim se destaca entre os jogos do console, é tudo o que o primeiro Pac-man deveria ter sido considerando o hardware do velho Atari. Depois de me divertir nesses labirintos, parti para Obelix, que seguiu o caminho de Asterix: foi decepcionante. Não dá para classificar o gênero desse jogo, de tão "injogável." que ficou. Pepsi Invaders por sua vez nada mais é que Space Invaders com letras do nome Pepsi no lugar dos aliens. Pigs in Space é um dos clones mais descarados de Space Invaders que eu vi nesta Jornada Atari 2600, e olha que eu vi muitos clones de Space Invaders. Este aqui está concorrendo ao Oscar do plágio. É uma versão meio bugada, com personagens dos Muppets, e você deve atirar em frangos vindos do espaço... Que doideira.



Polo é um jogo que carrega a licença da Ralph Lauren, em uma partida de Polo um contra um com estilo Pong. É um jogo muito legal, uma surpresa na safra desta edição. Pole Position é outro port do arcade que me surpreendeu. Eu esperava que fosse chato e lento, mas tem ótimos gráficos e um controle decente, apesar de ser bem mais difícil que o fliperama. Quadrun é uma (mais uma!) psicodelia sem sentido no Atari. RealSports Soccer é um futebol 3 contra 3 sem goleiro para dois jogadores. Aqui os fundamentos do esporte estão ainda muito primitivos e crus, mas os gráficos e movimentação dos personagens são bons. Pelé's Soccer ainda é o melhor futebol do Atari 2600. RealSports Tennis por sua vez traz todas as regras do Tênis para o jogo, é bonito de ver em movimento, tem excelentes controles, portanto é muito divertido. Joguinho dinâmico e veloz, vale muito a pena conhecer. Um dos melhores jogos de esportes no Atari 2600.



Snoopy and the Red Baron é um shooter muito bem feito no estilo Defender, com ótimos visuais e fiel ao desenho. Gostei muito deste aqui e recomendo. Sorcerer's Apprentice traz o Mickey aprendiz de feiticeiro, em um jogo basicamente sem objetivos: você deve acerta com magia uns pós mágicos que caem do céu - ou algo do gênero. Lembra um pouco Space Invaders, mas sem nenhuma dificuldade, pois aparentemente não é possível perder. Apesar disso é um jogo simpático e capaz de divertir, estranhamente e surpreendentemente.



Swordquest: Fireworld e Swordquest: Waterworld são ambos clones de Adventure, mas super bugados e com jogabilidade quebrada em muitos momentos. As cores desse jogo me deram dor de cabeça, então como médico, recomendo aos epilépticos evitar esse tipo de jogo. Taz segue a linha do Asterix e pelo jeitão da tela inicial, parece ser dos mesmos criadores, portanto não há muita diferença. Joguinho não recomendável. Track & Field é sobre corrida em 100 metros rasos, vencendo quem conseguir maltratar mais o controle. A lista de jogos lançados em 1983 por third parties é longa, portanto ainda temos umas várias edições até o final da biblioteca do Atari 2600.
                     
     

Análise 55: Ultima II [PC]

A belíssima capa de Ultima II

No início da década de 1980, dois jogos fundaram os alicerces para os RPGs eletrônicos: Ultima e Wizardry. Embora sejam jogos que exijam muita paciência e dedicação do jogador devido suas altas dificuldades e complexidade em vários níveis, são títulos capazes de divertir e envolver o jogador. Como o amigo leitor deve imaginar, eu não zerei nenhum dos dois. Não por não serem bons, mas são verdadeiros ossos duros de roer. Eles demandam uma paciência, um aprendizado por meio de tentativa e erro - o que demanda muito tempo. Um tempo que infelizmente no momento não tenho. Memso sem destrinchá-los, pude me divertir com eles. Ultima, por exemplo, apesar de não dar muitas dicas dentro do jogo, tem suas localidades bem posicionadas e um jogo equilibrado apesar de às vezes ser impiedoso. Wizardry tem por sua vez seu carisma que nos convida a Gilgamesh's Tavern, e a montar uma party para explorar o calabouço. Em suas análises, embora não tenha zerado, foi tempo o suficiente para sentir o teor desses jogos, e quem sabe um dia eu me dedico a esses jogos como eles merecem. Mas aqui e agora falarei sobre Ultima II, e é aqui em que eu traço o contraponto - a oposição deste jogo a seu precursor.
Coitados dos meus personagens em Ultima II...

Com o subtítulo de The Revenge of The Enchantress, Ultima II foi lançado para computadores em 1982, continuando a saga interplanetária de Lord British. Em Ultima II criamos nosso personagem assim como no primeiro Ultima. O jogo continua em visão aérea, intercalando com os calabouços em primeira pessoa. Os gráficos seguem basicamente a mesma fórmula do primeiro sem melhorias - na realidade, eu preferi o visual do primeiro. Eu tentei jogar algumas vezes, mas ainda não encontrei nenhuma localidade, pois logo ao começar meu personagem está sem armas - apenas com as mãos para se defender - e o mapa é lotado de inimigos. Ao tentar atacá-los, poucas vezes o golpe acertou, enquanto os golpes deles sempre me acertavam ou paralisavam meu personagem. Portanto a cada jogada eu basicamente assistia a meu personagem chegar a zero de HP e ter uma tela de game over. Não há facilitismo do jogo nem para começar a jogar, e pessoalmente eu não consegui fazer nada sem recorrer a um guia. E no momento em que somos obrigados a recorrer a um guia em um jogo com um terreno enorme para percorrer e sem varações de cenário e história, temos um jogo no qual trabalhamos - e não jogamos. 

Uma das muitas vezes em que fiquei encurralado, sem nem mesmo
conseguir antes uma armadura, ou armas melhores.


Sinceramente, eu não consegui me interessar por um jogo no qual eu "trabalho" (ressalte-se as aspas) sem receber recompensas de diversão e satisfação com a jogatina. Isto posto, diferentemente do primeiro jogo da série Ultima, a segunda parte é frustrante e nada atraente para jogar. Não trouxe nada de novo ao gênero RPG que seu antecessor - ou Wizardry - já não tenha feito antes e muito melhor do que Ultima II. Não à toa é o jogo menos querido desta enorme série de RPGs. Você não joga Ultima II, você trabalha nele. E sem nenhum retorno em forma de satisfação, ou diversão, ou uma boa história, não há mesmo nenhum bom motivo para jogá-lo. Isso, é claro, é apenas uma opinião pessoal de alguém que tentou jogar Ultima II, não conseguiu e acabou se frustrando. Se um dia eu conseguir conhecer melhor o jogo e mudar minha opinião, terei o maior prazer em compartilhar minha experiência por este blog de que tanto gosto. Talvez eu não esteja pronto para esse jogo. Mas pelo momento, não gostei de Ultima II.


domingo, 16 de abril de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 16: Feliz 1983!


Continuando com mais uma edição da Jornada Atari 2600, joguei títulos lançados em 1983, seguindo mais ou menos uma ordem alfabética. Bem mais ou menos, porque os títulos estão embaralhados pelas próximas edições que estão por vir nessa nova fase. Nesta edição temos vários ports de jogos de arcade, alguns excelentes e outros que não se saíram tão bem assim. Sem mais delongas, vamos lá.

Começando por Asterix, eu esperava algo na linha de Donkey Kong... Mas o que apareceu foi na verdade um jogo no qual controlamos a CABEÇA do Asterix como se ele fosse o Pac-man e precisamos quebrar vasos acumulando pontos. Ao tocar em coisas que mais parecem harpas (???) perdemos uma vida. Que jeito de usar uma boa franquia, hein Atari! Depois de uns minutos quebrando vasos com a cabeça, fui para Battlezone. Este aqui é um port dos Arcades, que ficou famoso em 1980 por ser um jogo de tiros tridimensional com tanques de guerra. Eu estava esperando um desastre, mas o que eu encontrei foi um jogo muito bem feito com visuais inacreditáveis no Atari e uma boa movimentação. Divertido ao extremo, mas um pouco difícil demais. Daí fui para Big Bird's Egg Catch é mais um jogo esquisitão no qual pegamos ovos antes que caiam no chão... Tsc, tsc... Crystal Castles tenta ser um jogo isométrico de ação, mas os controles travados impedem qualquer progressão. Portanto infelizmente ele foi uma perda de tempo. Daí vieram alguns nomes de peso, direto dos fliperamas.


Dig Dug é um port competente do arcade, ou seja, muito divertido. Os visuais estão obviamente menos coloridos mas ainda funcionam muito bem, e o jogo ficou bastante fiel ao arcade. Gostei muito dessa versão. Ainda tinha outro petardo da Namco: Galaxian é bastante fiel ao original, e está em excelente forma no Atari 2600. Os inimigos estão um pouco mais difíceis de acertar do que no original, mas neste caso vou considerar isto como um ponto positivo: Galaxian no Atari 2600 ficou até um pouco melhor que o já excelente jogo de arcade. Mais um port de Arcade, Gravitar é um que eu nunca havia jogado antes. Portanto conheci primeiro a versão do Atari. O jogo lembra bastante o incrível Asteroids, mas com naves - e sem asteróides - e no meio do cenário uma estrela que sempre está puxando a nava para ela, com um efeito de gravidade muito interessante. Daí o título do jogo. Como eu sou fã de Asteroids, gostei bastante desse título, fiquei até curioso para conhecer a versão de arcade. Joust é um jogo no qual eu sou uma completa pereba jogando. No original eu apanhei muito da máquina e nesta versão também. A adaptação ficou muito bem feita na minha opinião, e mesmo sendo osso duro de roer, é um jogo divertido e um port muito bem feito.


Jungle Hunt tenta fazer como Pitfall no estilo plataforma 2D. O jogo esbanja simpatia e é divertido de se jogar, mas não tem a mesma precisão e polimento do clássico da Activision. Mesmo assim vale conhecer. Kangaroo coloca você no controle de um canguru boxeador, em um estilo de jogo que lembra Donkey Kong de Arcade, maso personagem é muito lento e os controles travados, perdendo assim a diversão. Krull é um jogo medieval estilo Dragonfire no qual você tem de proteger uma donzela em apuros. O jogo tem uma dificuldade brutal, mas é divertido e tem bons controles, valeu a jogada. Falando novamente de um clássico dos Arcades trazido para casa via Atari, temos Mario Bros., que ficou horroroso nessa versão. Os controles estão escorregadios, e a única coisa que lembra o original de Arcade é o bonequinho do Mario. Recomendo passar bem longe. Outro clássico que não se deu muito bem na transição para o console, Moon Patrol já não ficou muito bem. Os controles ficaram lentificados, dificultando muito sobreviver às hordas de inimigos, além dos saltos que ficaram bem mais difíceis. Ficou bonito no Atari, mas perdeu seu brilho que estava nos ótimos controles do original.


Esta foi mais uma edição da Jornada Atari 2600, em minha opinião com um grande aumento na qualidade dos jogos. O Atari 2600 fez bonito ao levar os arcades para casa, mesmo com as perdas envolvidas no hardware. Impressionante para a época, não?

Destaques: Battlezone, Dig Dug, Galaxian, Gravitar, Joust.
Piores momentos: Asterix, Big Bird's Egg Catch, Crystal Castles, Mario Bros.


sábado, 15 de abril de 2017

Knights of Pen and Paper: Uma Ode aos RPGs

Há tempos um RPG indie chamou minha atenção por sua premissa e estilo: Knights of Pen and Paper. Apesar de ter me chamado a atenção a pixel art, o que manteve minha atenção foi mesmo a jogabilidade junto com uma tonelada de referências aos arquétipos do RPG. Aqui, o foco é exatamente uma mesa de RPG com papel e caneta. Controlamos jogadores se divertindo em várias jornadas e interagindo com o mestre de jogo que conduz a narrativa. Os eventos e a história do jogo vão sendo conduzidos por "quests" que vão desde enfrentar inimigos e ganhar xp e itens, até  escoltar personagens de um lugar para outro. As passagens narradas pelo mestre de jogo dão margem para a imaginação do jogador e aqui os desenvolvedores foram muito felizes ao transmitir o sentimento de reunir os amigos para jogar RPG. Confesso que eu mesmo fiquei com muita vontade de fazer uma reunião dessas depois de jogar KPP.


A jogatina começa ao criar seu personagem: cada um é um estereótipo diferente, indo desde o roqueiro, o nerd, o engravatado, o irmão mais novo, e até a avó e o entregador de pizza. Escolhido o tipo de personagem, escolhemos a classe, como em um RPG de mesa - a exemplo de Ultima - que envolve os típicos guerreiro, mago, clérigo, caçador, druida, paladino e ladrão (rogue). Logo no primeiro cenário o mestre de jogo narra a situação: todos estão presos no castelo, e após a primeira batalha contra os guardas, a fuga. A partir daí, uma série de tarefas - Quests - que variam desde derrotar monstros, coletar itens após batalhas, entre outros, a história vai se desenrolando. 

A cada jogada as coisas são decididas por jogadas de dados, então é assim que o jogo define se haverá alguma batalha aleatória ou não, ou se na batalha terão pontos extras de dano - os critical hits. Com poucos toques na tela é possível arranjar batalhas para acumular experiências, comprar itens, equipamentos, começar jornadas/quests... É um formato de RPG fantástico para jogar de forma portátil. Os sons são muito bons, mas como é um jogo portátil, normalmente tenho jogado no mudo. Os diálogos e a história são lotados de referências a clássicos de jogos, filmes e literatura relacionada a RPGs, e até alguns memes. Com frequência o mestre do jogo ou um dos jogadores dá uma de Gandalf do Senhor dos Anéis e diz: "You Shall Not Pass!", ou o mestre dá uma de Shao Khan do Mortal Kombat dizendo "Choose Your Destiny" e por aí vai. Os inimigos e locais também são lotados de referências, como um monstro chamado Missing No. em uma clara alusão ao famoso bug em Pokémon Red/Blue. E por aí vai.









O pessoal da Behold Studios acertou em cheio
na caracterização dos RPGs de mesa.

As batalhas são ágeis e divertidas, e a história segue uma série de clichês, mas em nenhum momento fica desinteressante, pois é uma brincadeira entre amigos, o que vale é a diversão das quests e vencer os monstros conjurados pelo mestre do jogo. E esse clima imaginativo é muito bem capturado nesse jogo. Existem microtransações, mas em nenhum momento foram forçadas, sendo algo completamente opcional e que em nenhum momento prejudicou a diversão desse jogo. Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Behold Studios, Knights of Pen and Paper é um jogo absurdamente competente e bem feito, disponível para celulares e PC pela Steam. KPP é um jogo cativante e muito divertido que vai te prender até o final.  


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Análise 54: Bosconian [Arcade]


Quando comecei este blog, não esperava que passasse de 50 análises de jogos. Registrar opiniões sobre esses jogos tão antigos hoje em dia é mais divertido do que eu esperava, e esses textos são um registro cabal da qualidade duradoura e da diversão atemporal de tais jogos. Hoje é mais um título divertidíssimo que trago para essas linhas: Bosconian, desenvolvido pela Namco e lançado por ela no Japão em 1981. No ocidente, coube à Midway o lançamento deste shooter multi direcional no mundo ocidental.

A Namco dessa vez abordou o estilo consagrado de Galaxian e Galaga de um jeito diferente: ao invés de controlar sua nave em um sentido vertical e único, você controla o veículo em todas as oito direções, atirando em naves e aliens pelo cenário. O objetivo em cada fase é destruir estações espaciais, que são compostas por seis partes mais um núcleo principal, nos quais a nave precisa atirar. Os obstáculos para isso são mísseis, minas e naves inimigas que sempre vão buscar colidir com o jogador. 






Na primeira fase as coisas começam meio que tranquilas para que os controles sejam assimilados, e logo de cara o jogador consegue perceber a inovação de um radar semi transparente na tela, mostrando os alvos a serem abatidos. A dificuldade tem um aumento rápido e vertiginoso, com as estações espaciais reagindo aos ataques e defendendo-se conforme avançamos cada fase. Os controles são intuitivos e ágeis, com uma movimentação excelente e equilibrada. Outro traço muito interessante é que a nave atira para frente e para trás, deixando tudo ainda mais dinâmico.


O visual faz bonito para a época, sendo até mais interessante que o clássico Galaga. Os sons também são avançados, sendo este um dos primeiros jogos de arcade a usar vozes digitalizadas. Imagino o impacto disto em 1981... O excelente youtuber Lord Karnage fez uma excelente análise - clique aqui. O somatório de todos esses fatores faz de Bosconian um shooter bastante divertido, apesar de ficar muito difícil rapidamente. Fui conhecer esse jogo só depois dos 26 anos de idade pela coletânea Namco 50th Anniversary do PS2. Sinceramente eu não sei por que esse jogo não é lá tão famoso quanto Galaxian, Galaga ou Pac-man. Fato é que Bosconian merece ser lembrado tanto quanto esses clássicos da própria Namco, seja pela diversão que é controlar a nave em todas as direções, seja pelas muitas inovações que esse jogo trouxe aos arcades. É meio clichê dizer isso, mas Bosconian é um clássico adormecido que vai te surpreender se ainda não jogou. 


terça-feira, 11 de abril de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 15: Terminando 1982

Nesta edição enfim terminaremos com os jogos lançados em 1982 para o Atari 2600. O volume de jogos lançados nesse ano impressiona pela quantidade, mas nem tanto pela consistência em qualidade. E mesmo assim alguns dos melhores jogos do Atari saíram neste ano, sendo inesquecíveis e clássicos até hoje. Então, sem maiores delongas, vamos ver um pouco mais do que saiu para o Atari em 1982.


Tapeworm é basicamente aquele jogo famoso da "cobrinha" que tinha naqueles mini games de feira de 352.000 jogos em um, ou nos celulares tijolões da Nokia, lembram? Pois bem. A cobrinha vai pegando partes pelo caminho e crescendo, mas neste jogo tem inimigos! Sim, além de sobreviver, é preciso evitar inimigos. Eles são absurdamente rápidos e com frequência não dá para evitar colidir com eles, somando a isso a baixa velocidade da cobrinha, o jogo fica frustrante rápido demais. Tax Avoiders lembra Elevator Action, mas é absurdamente chato. Em Towering Inferno controlamos um bombeiro que deve escapar de um prédio em chamas. É um jogo bastante bugado e frustrante por isso, não recomendo. Turmoil é um shooter diferentão: aqui controlamos uma nave no meio da tela, devendo atirar em ondas de inimigos dos dois lados, em corredores. Não tem muita graça, vale mais pela originalidade. 






Seguindo com a lista, cheguei a Venture, que tem umas ideias interessantes, com o personagem navegando por um mundo maior e entrando em salas menores atirando em inimigos. O problema é que aqui o personagem também se move com a graça e agilidade de uma placa tectônica, tirando todos a diversão que poderia haver.  Uma pena. Wabbit é uma grande porcaria! Você controla uma menina que precisa atirar em coelhos antes que peguem todas as cenouras do cenário. Que absurdo de ideia, não à toa os videogames tiveram uma crise feia nessa época. Wizard of Wor é uma mistura de Pac-man com Berzerk que até surpreendeu positivamente. Uma pena que enjoa rápido.











Seguindo em frente... Word Zapper é um shooter no qual atiramos em letras.. zzZzZZzZZzZZzz... Worm War I é um shooter vertical no qual atiramos em minhocas (!!!) em um cenário que lembra um arco-íris... que horror. Zaxxon é o grande nome desta edição, o clássico dos  fliperamas da Sega em uma versão para o Atari 2600. Logo ao começar, uma importante diferença: ao invés do visual isométrico, jogamos com uma visão por trás da nave. A versão de Atari até que faz bonito considerando o hardware, mas muito do que fazia o original de arcade divertido foi perdido. O jogo ficou lento e apesar de estar mais fácil se manter vivo nesta versão, ficou mais difícil acertar a altura da nave para acertar tiros em satélites no cenário. No geral me decepcionou um pouco, apesar de ter sido o melhor momento desta edição.

A transição para o Atari não foi muito gentil com Zaxxon

Assim terminamos finalmente com todos os jogos de Atari 2600 lançados em 1982, que podiam até dar uma Jornada inteira  por si próprios. O ano de 1983 também tem muitos jogos lançados para o Atari 2600. Vamos ver o que as próximas edições reservam para nossas jogatinas enquanto conhecemos cada vez  mais o universo do Atari 2600.

Destaques: Zaxxon.
Piores momentos: Wabbit, Word Zapper, Towering Inferno, Tax Avoiders.


terça-feira, 4 de abril de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 14: Invasão dos Jogos de "Navinha"

Esta edição da Jornada demorou de sair do forno, porque esses dias não joguei muito Atari - na verdade não joguei muito de nada - e agora continuo com essa empreitada. Ainda falo sobre jogos de 1982, dessa vez com um volume surpreendente de shooters, infelizmente nem todos lá muito bons. Comecei bem esta leva de jogos, com Seahawk, que é um shooter que combina elementos de Defender e Scramble, com resultados mistos. Vários detalhes gráficos interessantes se juntam a bons controles e uma alta dificuldade para gerar este divertido tiroteio aéreo. Vale a jogada. Depois de me divertir um pouco com este aqui, fui para Seamonster e Space Attack. O primeiro é outro shooter mas bem chato e lerdo... não recomendo. Já o segundo é um jogo o qual não entendi mesmo... não consigo opinar.






Olha, fazer uma série de textos assim sobre o Atari 2600 não é fácil. Quando estava desanimando, veio Space Cavern, que surpreendeu. É um shooter desenfreado e muito bem feito, que me parece uma espécie de mistura de Space Invaders com Donkey Kong 3 de Nintendinho. Divertido! Space Jockey é mais um shooter , porém com progressão lateral. Nele você controla uma nave que lembra bastante o disco voador de Mystic Ark, derrubando todo tipo de veículos voadores pelo caminho. Muito difícil e divertido ao mesmo tempo, com ótimos controles, é uma pérola escondida entre os jogos do Atari 2600. Spider Fighter foi mais uma surpresa. É um jogo de tiro em tela fixa a là Space Invaders, mas com muita coisa de Centipede. Vou confessar que achei este aqui até melhor que Centipede(!!!!). Vale muito a pena jogar este aqui, mais um petardo da Activision, incrivelmente divertido. Curioso como esse título não se tornou famoso. Jogue ontem!
Spider Fighter


Depois dessas surpresas, veio o segundo jogo baseado em personagens e quadrinhos nessa Jornada: Spider-Man é um primitivo jogo de plataforma no qual se deve levar o homem aranha para o topo de um arranha céus. Pelo caminho é possível capturar criminosos nas janelas e desarmar bombas para aumentar a pontuação. Ao final da escalada temos de evitar o Duende Verde antes de chegar ao final. Nesse jogo não é possível pular, apenas usamos a teia para ir subindo. Se errar onde jogar a teia, o herói cai do prédio. É um jogo simpático, muito melhor do que Super Man por exemplo, sendo até aqui o melhor jogo baseado em quadrinhos para o Atari 2600. Mas também não é nenhuma obra prima como Pitfall!, por exemplo. Vale a jogada, de qualquer forma.




Star Strike
Squeeze Box é mais uma dessas doideiras espalhadas pelo catálogo do Atari: você está dentro de uma espécie de caixa e armado com um revólver, devendo atirar nas paredes que estão se fechando antes que elas o peguem. Mas que jogo chato! Star Strike por sua vez é bem interessante. Trata-se de um shooter espacial com visão por trás da nave, lembrando muito Star Fox. A nave passa por uma estação semelhante aos corredores da Estrela da Morte em Star Wars e é preciso evitar outras naves e atirar nelas. Não há sistema de pontuação e o jogo é lento, mas vale a pena conhecer. Star Voyager é outro jogo de nave, mas em primeira pessoa. É mais confuso e nauseante do que divertido, não recomendo. E por fim, o jogo que eu mais esperava nesta edição:  Star Wars: The Empire Strikes Back é um shooter lateral estilo Defender - parecido até demais - no qual enfrentamos os AT-AT's na batalha de Hoth, logo ao início de O Império Contra-Ataca. Eu adoro Star Wars, mas não gostei dessa versão aqui não...


Destaques: Space Cavern, Space Jockey, Spider Fighter.
Piores momentos: Seamonster, Space Attack, Squeeze Box.