sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 03: Dirigindo à Noite e Jogando Forca

O mais absoluto suspense quando a forca está
quase formada. Mas a melhor plataforma para esse jogo
continua sendo papel e caneta mesmo...
Seguindo com mais uma edição da Jornada Atari 2600, joguei mais algumas coisas de 1978. Como ocorre desde o início desta série, o Atari 2600 é um tanto inconsistente com relação a seus títulos, mesclando clássicos com outras coisas totalmente esquecíveis, sem apresentar um meio termo. Pelo menos, até agora. O título Hangman é literalmente um jogo de forca. Quase não o joguei, porque não faz muito sentido jogar forca em um videogame, é aquele tipo de diversão que só dá certo no formato original, com papel e caneta. Mas o fato é que eu joguei (haha) e até que esse jogo consegue ter um certo suspense quando a forca está quase formada!





Achei importante legendar a tela de Maze Craze.

    
A screenshot de Night Driver não chama
tanto a atenção, mas o jogo em movimento
impressiona pela época de lançamento.
Maze Craze é uma versão em videogame do jogo de labirinto em papel e caneta. Como eu sempre gostei muito desses passatempos de jornais e revistas, acabei gostando deste aqui. Jogamos em dois jogadores eu e minha esposa, e o jogo rendeu uma boa diversão por alguns minutos. Night Driver consegue surpreender pela sensação de profundidade e detalhes no cenário, sendo divertido por uns 15 minutos. Vale mais como curiosidade histórica, pois o estilo de Night Driver se tornaria meio que um padrão para os jogos de corrida.






Outlaw é um clone de Pong semelhante a Boot Hill, que já analisei aqui. Slot Racers é uma mistura de Maze Craze com Combat que não deu certo, achei chato ao extremo. Space War é um Asteroids para dois jogadores mas sem os asteróides, do qual também não gostei.  Super Breakout é exatamente o que o nome diz: sequência de Breakout e ainda melhor que o original, joguei bastante e me diverti muito. Por fim, me aventurei um pouco com Superman. Mais um jogo que achei muito chato e cheio de bugs. Parece mesmo que a má fama dos jogos do homem de aço não vem de hoje. Vou deixando por aqui esta jornada, e na próxima edição vamos conhecer alguns jogos de 1979.



Super Breakout consegue ser ainda melhor que o original.

Destaques: Hangman, Super Breakout.
Piores momentos: Slot Racers, Superman.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Análise 40 - Lode Runner [Arcade]

Eis aqui uma análise que há tempos quero escrever. Chegou a hora. Soube de Lode Runner pela primeira vez através de revistas de jogos dos anos 1990, que falavam da versão de Nintendo 64, e eu sempre fui curioso com relação a esse jogo. Não tive acesso a ele por todos esses anos, mas muito mais porque sempre tinha algo mais interessante para jogar. A curiosidade aumentou depois de ler o belíssimo post do Gagá Games homenageando postumamente Douglas E. Smith, criador de Lode Runner. Portanto, minha experiência com o jogo é extremamente jovem. Jogando pelo MAME em meu incorruptível celular Android, pude explorar um pouco do encanto da versão original de uma série de jogos enorme. Para esta análise joguei a versão de arcade, que não conta com a ferramenta de criação de fases do original lançado para Apple ][. A versão de fliperamas é um port lançado em  1984.



A premissa do jogo segue uma estilo de jogo em tela fixa a exemplo de Joust e Mario Bros., por exemplo. A grande diferença de Lode Runner é que é preciso fugir dos inimigos - que mais parecem uns homens da caverna - enquanto pegamos itens pelo cenário. Os cenários são cheios de plataformas, escadas e cordas pelas quais o personagem se pendura enquanto foge de seus perseguidores. Algo bem parecido com Pac-man, não? Porém, a ação ocorre com uma vista 2d lateral em tela estática. O personagem tem o poder de abrir buracos no chão nos quais os homens da caverna podem cair, e assim acumular pontos, podendo também conseguir mais itens, que ao serem todos coletados, passamos de fase. 



Parece um pouco complicado pela descrição mas não é. Lode Runner mistura plataforma 2d com puzzle de uma forma única e com muita personalidade própria, sendo mais uma daqueles jogos difíceis de largar. É um jogo fácil de aprender a jogar, porém difícil de dominar por completo. Para isso é preciso dominar o timing e o ritmo dos inimigos e das fendas que abrimos no chão para fugir. Além de capturar inimigos, os buracos que fazemos no chão servem também para descer para plataformas inferiores e prosseguir com a fuga. Muitas vezes os perseguidores vão buscar cercar o jogador e por isto é fundamental dosar estratégia com reflexos rápidos ao controle. O personagem é controlado por meio do direcional e os dois botões servem para abrir os buracos no chão,  para o lado esquerdo do personagem e outro para o lado direito. O visual é simples e cativante, e os sons, nada de especiais para a época. O brilho deste jogo é a jogabilidade e diversão. Em resumo, Lode Runner é um excelente jogo que merece sua atenção!


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Análise 39 - Mario Bros. [Arcade]



Conheci o jogo Mario Bros. pela primeira vez por volta de 2004. Eu tinha 14 anos, e na época ainda tinha o Super NES junto com o Gamecube. Me lembro de acompanhar mensalmente a Nintendo World nesta época, e me lembro de em uma bela tarde ter passado por uma lojinha de bairro e comprado a fita paralela  (piratona!) de Super Mario All Stars por uns 20 contos. Na época não haviam esses preços absurdos até para cartuchos paralelos, pois na época eles eram velhos, e não "retrô" ou "para colecionadores" como hoje em dia. Enfim, a inflação do mercado de jogos antigos não é uma discussão para hoje... 

A fita que comprei na época era algo bem
parecido com esta aqui que achei pelo Google.
Tempos depois eu retiraria a etiqueta para
customizá-la com uma etiqueta muito mais
legal... Pena que não a tenho mais hoje em dia.
Fato é que na noite daquele dia, ao chegar em casa fui jogar umas partidas de Super Mario All Stars. Achei muito bacana como os jogos clássicos do nintendinho estavam diferentes do que eu via nas matérias sobre Mario nas revistas da época. Estavam mais parecidos com aqueles remakes caros  (cada cartucho custava uma média de 150 lulas na época, moeda corrente no Brasil em 2004) para Gameboy Advance. E ali estava eu com Super Mario Bros 1, 2 e 3, mais o Lost Levels e o Super Mario World (que eu já tinha), tudo por apenas 20 lulas. Eu estava absurdamente feliz e satisfeito com minha compra, e estava jogando Mario 3 no maior deleite, explorando cada fase sem nenhuma pressa e adorando cada instante do jogo, até que eu precisei salvar e desligar o console, afinal teria de ir à escola cedo no dia seguinte, e eu estava quase terminando a oitava série. No dia seguinte depois das aulas voltei ao Super NES cheio de expectativa. Inseri o cartucho, e não funcionou de primeira. Super normal, já estava acostumado a isso desde 1998. Assoprei o cartucho com aquele cuidado de não babar nos contatos... e funcionou. 

Mas depois de escolher Mario 3, onde estava meu save??? Que tristeza foi aquela, eu estava tão satisfeito com minha compra e de repente eu não conseguia continuar de onde eu havia parado. Minha compra do dia anterior não havia sido tão boa quanto eu havia pensado... mas aí estive fitando a tela de título do Mario 3. Eu não podia zerar com aquela calma de explorar cada cantinho do jogo. Eu teria de ser ágil, e zerar em uma só sentada. Mas naquela hora me chamou a atenção uma opção da tela inicial que dizia Battle Game. Como seria um modo de batalha no Mario? Perguntei a mim mesmo enquanto escolhia o curioso modo de jogo.

E ali estavam Mario e Luigi em um cenário de rede de encanamentos e esgoto, como os encanadores que eles sempre foram. Ali apareciam sequências de inimigos que deveriam ser derrotados, ganhando quem fizesse mais pontos. Dava até para esbarrar no player 2 para atrapalhar a jogada... Mas eis minha surpresa quando ao pular em um dos inimigos como aprendi em Super Mario World, perdi uma vida. E foi ali que aprendi que neste jogo era preciso acertar o chão abaixo dos inimigos para incapacitá-los, e só depois chutá-los e acumular moedas e pontos. 

Na época tive uma grande surpresa quando descobri que este era um jogo de fliperama originalmente.

Tempos depois fui entender que este modo de batalha era uma versão do jogo de fliperama lançado em 1983 pela Nintendo. E ainda mais posteriormente, eu tive a ideia de começar um blog sobre jogos antigos, e por consequência tentar analisar os principais jogos dos primórdios da indústria de videogames seguindo uma ordem mais ou menos lógica, e mais ou menos cronológica. Chegou portanto o momento de analisar o jogo que conheci lá há uns bons 13 anos e após esta longa lembrança, vamos ao jogo em si.


 


Em Mario Bros. é possível jogar em um ou dois jogadores, sendo que o player 2 é o Luigi, irmão caçula do Mario, apresentado pela primeira vez neste jogo de 1983. A partida ocorre em uma única tela a exemplo de Joust. Assim como esse clássico, o objetivo em Mario Bros é eliminar ondas sucessivas e inimigos e acumular pontos. Para tanto, é preciso saltar acertando o local em que pisam os bichinhos, fazendo com que eles fiquei imóveis por um período bem curto. É preciso então andar para cima deles e assim derrotá-los acumulando pontos e moedas. O jogo vai aumentando de dificuldade rapidamente e exige além de reflexos uma certa estratégia. Se o jogador não eliminar os inimigos rapidamente eles voltam ainda mais rápidos dificultando ainda mais o jogo. 




O sistema de jogo era peculiar mas muito envolvente

O modo para dois jogadores ocorre com os dois encanadores ao mesmo tempo em um modo competitivo que pode ficar bastante acirrado porque é possível atrapalhar o outro pulando em cima ou esbarrando. Há o famoso powerup chamado POW, que faz com que todos os inimigos na tela fiquem vulneráveis por um tempo porém com um uso bem limitado.

Foi aqui que Luigi estreou como personagem jogável

Os gráficos são bons para a época com belos detalhes em cada personagem, o áudio é nostálgico e a tela de abertura e tutorial toca um famoso tema de Mozart. Os controles são diferentes do que estamos acostumados em Super Mario Bros ou Super Mario World, por exemplo, mas não são difíceis de aprender. Em resumo, é um jogo adorável e divertido, mostrando uma interessante mudança em relação a Donkey Kong e antevendo algumas inovações que seriam melhor exploradas em Super Mario Bros, já no nintendinho. Mario Bros é um clássico que vale a pena conferir, principalmente em dois jogadores.







sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 02: NBA Jam para Atari? Cruzes!

Pois é meus amigos, o ano começou mesmo, o trabalho continua naquele nível Hard, mas não menos gratificante e não menos entusiasmante. Não menos entusiasmante está a Jornada Atari 2600, seguindo com minha programação mais ou menos cronológica com relação aos lançamentos do período jurássico.

O ano da vez é 1978, e o primeiro jogo do qual falo hoje é Basketball, que me surpreendeu muito positivamente: além do modo de dois jogadores que era o padrão na época, há um modo para um jogador contra a máquina. A inteligência artificial é boa, mas não tão desleal e às vezes até erra um pouco. A impressão que eu tive foi de estar jogando um protótipo do clássico NBA Jam, me diverti muito com este joguinho, vale muito a pena.



Ainda não foi dessa vez que
me interessei por beisebol
Depois fui para o Brain Games, mas não consegui sacar a graça dele. Melhor ficar com os jogos de memória físicos. Breakout é aquela maravilha hipnotizante que todos conhecem bem, e que já analisei aqui. Flag Capture é algo parecido com campo minado para dois jogadores. É um joguinho apenas simpático, mas acredito que para a época deva ser bastante divertido.










Por fim, Home Run, um jogo de beisebol, o qual falhei em achar alguma graça porque não conheço absolutamente nada de beisebol... Continuando a tentativa de jogar esses esportes norte americanos, segui me estressando com Football. Este aqui na minha opinião é "injogável", como os jogos de cassino e educativos do Atari... Essa parte inicial da Jornada começou melhor do que eu esperava, mas agora a empreitada está ficando mais complicada... Logo mais continuaremos com a Jornada!

Destaques: Basketball, Breakout.
Piores momentos:  Brain Games, Home Run, Football.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Análise 38: Joust [Arcade]

Mais um belo gabinete.
Esta era para ser oficialmente minha última análise de 2016, mas o texto não ficou pronto a tempo, então finalmente venho hoje falar sobre Joust. Trata-se de um jogo de arcade lançado pela Williams em 1982. Sua produção envolveu uma equipe relativamente grande para a época, tendo em John Newcomer sua liderança em design. 



Trata-se de um jogo de plataformas com tela fixa em que os jogadores controlam um cavaleiro montando um avestruz ou uma cegonha. Controlamos por meio de um joystick com duas direções mais um botão para bater as asas da montaria, controlando sua altura. O jogador deve colidir com os inimigos e a altura em relação a estes determina o resultado da colisão. Por exemplo, se o guerreiro bater no inimigo estando mais alto que ele, o inimigo é derrotado. Se a colisão for em alturas iguais, nada acontece, e se o inimigo estiver por cima o jogador perde.











É preciso se mover por entre plataformas de pedra flutuantes, evitando cair por sobre a lava. Ao alcançar o canto da tela, o jogador surge novamente do outro lado, o que pode ser estratégico ao longo do jogo. O objetivo do jogo é derrotar as sucessivas ondas de cavaleiros inimigos, e um inimigo derrotado se transforma em um ovo, que garante mais pontos ao jogador.











É possível também jogar em dois jogadores em um modo cooperativo contra as hordas de inimigos. Embora não tenha sido o primeiro jogo a introduzir o cooperativo entre jogadores, Joust foi muito importante por popularizar o conceito nos arcades/fliperamas. O modo cooperativo de Joust é sensacional e seus gráficos são excelentes para a época. As físicas e a sensação de peso da ave com controlar são muito interessantes, e o jogo fica acirrado rapidamente. Joust foi muito bem recebido por crítica e público em seu lançamento, sendo muito bem lembrado até hoje. Foi uma grata surpresa, sendo melhor do que eu esperava. 


Jornada Atari 2600 Edição 01: 1977, o Ano do Início

Começando a longa e aparentemente difícil jornada de Atari 2600, comecei com Air-Sea Battle. É um jogo de tiros no qual controlamos canhões submersos para derrubar aviões, vencendo o jogador que derrubar mais aeronaves. Extremamente sem graça, começando com o pé esquerdo a jornada, hahahahaha. 

Fun With Numbers é um jogo educativo que testa o jogador para as quatro operações básicas e é interessante notar como já naquela época havia uma preocupação em usar os jogos como ferramentas educativas, sendo também muito mais interessante que o Air-Sea Battle, por exemplo. Blackjack para mim não fez nenhum sentido porque eu sou um completo ignorante em jogos de baralho, mas me parece ser um jogo competente em sua proposta. 

Esta semana conheci também o título Combat, que é um jogo de tiro baseado em multiplayer sem a opção de um modo single player. Este tem várias opções de fases podendo ser um duelo de tanques de guerra ou entre aviões. Os controles dos tanques são meio pesados como esperado para um tanque de guerra, e os aviões têm um controle ágil e dinâmico. Os comandos são fáceis de aprender e a graça do jogo está em jogar com um amigo. Esse título me surpreendeu positivamente pelo ano em que foi lançado.
Combat e seu multiplayer baseado em placares.

Indy 500 é um jogo de corrida com visão superior, é mais um jogo voltado para o modo de dois jogadores, porém diferente de Combat, há como jogar sozinho, mas é um Time Trial somente. Minha jogatina foi muito dificultada por eu não ter o controle de direção do Atari 2600. As pistas não variam muito, mas este título tem o valor histórico de ser um dos primeiros jogos do gênero corrida. Outro jogo de corrida na semana foi Street Racer, que na verdade é mais um jogo de carros do que de corrida, sendo voltado para desviar de obstáculos somente. Mais um jogo focado no modo de dois jogadores, cansa facilmente com sua mecânica. Pode ficar bastante competitivo em dupla, mas ainda assim é um jogo de carros bem inferior ao Indy 500, por exemplo.

Esta coisa marrom em Star Ship é um asteróide.
Chegando a uma das boas surpresas que tive, Star Ship me impressionou em partes. É impressionante a quantidade de jogos baseados em tiros nesta época - não que hoje seja tão diferente, mas antigamente, no sentido proporcional das coisas, não haviam muitas opções fora dos shooters. Star Ship é uma interessante tentativa de tiro em primeira pessoa, com visão do cockpit de uma nave espacial atirando em aliens. O jogo tenta transmitir uma sensação de estar mesmo em um tiroteio espacial, tendo até que evitar asteróides. O defeito que percebi foi que o jogo dá uma congelada - um lag considerável - ao acertar um inimigo, como se o jogo estivesse processando a informação do tiro colidindo com o alien. Uma pena, pois acredito que este jogo seria um clássico se ele fosse mais ágil. Este problema faz com que ele fique cansativo rápido, porém senti respeito pelos programadores ao jogar um título que ambicionava algo a frente de seu próprio tempo e hardware.


O pebolim no Atari é cativante.
Surround foi tão ruim quanto Air-Sea Battle. Nele, cada jogador controla um quadrado que deixa um rastro na tela. Os quadrados se movimentam sozinhos e pontua quem tocar primeiro no rastro do outro. Tão sem graça quanto parece. Terminando a primeira parte da jornada, falo de Video Olympics. É um excelente jogo de esportes. É uma evolução do clássico Pong de arcade - leia a análise aqui. A Atari pegou a fórmula básica de Pong e a explorou em 50 variações diferentes, imitando outros esportes. Destaque extremamente positivo ao modo de futebol, que imita muito bem uma mesa de pebolim. As regras complexas dos esportes não foram traduzidas, porém isto era esperado e o jogo é muito divertido, com certeza um dos melhores do Atari 2600 para jogar em dupla.



Os primeiros jogos do Atari 2600 mostram um foco muito mais voltado para o modo de dois jogadores e competições. É raro nesta época o famoso single player. Os jogos ainda engatinhavam, mas é possível ver variações interessantes como jogos educativos, e o ambicioso Star Ship, que poderia ter sido um clássico. Percebi que esta Jornada não será fácil e nem curta, mas é possível se divertir muito no processo.

Destaque: Video Olympics
Piores momentos: Air-Sea Battle


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Jornada Atari 2600 Edição 00: Que comece 2017!

 O Início da Jornada

Após alguns dias sem postar por aqui, volto novamente a estes escritos, buscando colocar em prática algumas ideias que vinham amadurecendo e agora com o ânimo psicológico do início de um novo ano, resolvi começar uma nova série no blog. Não é segredo que sou um admirador incondicional do trabalho que por anos foi feito no site Gagá Games (e também ainda espero por uma volta do site com seus excelentes textos) e uma das partes mais legais da página era a seção das Cruzadas. Os redatores se propunham a jogar todos os títulos de sistemas clássicos, entre os quais destaco em qualidade as cruzadas sobre Jaguar e Master System - que até virou livro. Há tempos eu quis fazer minha própria "cruzada" mas algo sempre me impediu. 

Primeiro, foi minha dificuldade em gerir tempo e foco para manter quaisquer atividades prolongada fora do meu trabalho. Isto foi resolvido porque agora consigo dividir meu foco e dosar melhor minhas energias, tanto é que há 3 meses venho zerando jogos mais longos, coisa que não fazia há muitos anos e ainda lendo livros de ponta a ponta - até aqui, dois em um mês e meio (Carrie e Salem's Lot de Stephen King) - e com vários outros engatilhados para começar. O que isto teria a ver com os textos? Minha capacidade em focar uma tarefa elaborada e prolongada até o final. Em segundo lugar a qualidade. Eu não era acostumado a postar em um blog, e depois de um 2016 no qual o blog finalmente apresentou um material mais extenso, sinto que posso escrever minha própria cruzada gamer do meu próprio jeito, sem parecer outra pessoa escrevendo e sem perder qualidade. Isto me leva à terceira parte que me permite iniciar minha cruzada: ao escrever sobre os jogos de Atari 2600, Sega SG-1000, Arcade, Master System, NES e Apple ][, meu interesse sobre os consoles retrô aumentou, aprofundando meu interesse no tema. Desta forma, optei por chamar minha cruzada de Jornada, termo que em minha opinião reflete melhor meus gostos pessoais ao abordar uma plataforma inteira. 

Como pretendo fazer:

Nesta empreitada, pretendo publicar uma série de textos com uma breve análise de cada jogo do Atari 2600. Vou buscar seguir a cronologicamente ordem de lançamento na América do Norte, jogando desde os primeiros títulos de Atari 2600 até os mais modernos. Para tanto, eu pretendo me utilizar do PS2 (com o Atari Anthology e o Activision Anthology), o site Virtual Atari e os emuladores para PC e Android. Acredito que assim poderei cobrir todos os jogos desta plataforma. Para controle usarei o Dual Shock 2 de PS2 e o teclado, dependendo do formato em que jogar. Talvez eu venha a comprar o controle réplica USB do Atari 2600 para uma experiência mais realista, mas por enquanto eu vou usar o que já tenho em casa. Vou levar em conta a seguinte lista de jogos do Atari 2600. Durante a jogatina pretendo colocar alguns álbuns de bandas clássicas quando a jogatina for mais prolongada. Pretendo jogar de uma forma fiel à época em que os jogos foram lançados, então pretendo separar com calma os jogos de cada mês junto com seus manuais, para criar o clima correto e aproveitar ao máximo estes jogos. Minha previsão de publicação desta nova coluna é mensal, podendo ser que eu me adiante em algumas ocasiões. Vamos ver onde esta empreitada vai dar.

Impacto Histórico do Atari 2600

O Atari 2600 não foi o primeiro sistema caseiro de videogames, porém é lembrado como o primeiro console a fazer sucesso a nível mundial. Ele possui uma série de ports de arcade, além de clássicos exclusivos da Activision. Há porém, uma falta de controle de qualidade dos jogos da plataforma, levando ao Crash de 1983. Mesmo com este problema grave, foi um console que ajudou a definir os padrões do que esperamos de um console de mesa até hoje. Seus gráficos e sons são básicos ao extremo, porém seus jogos são famosos pela diversão descompromissada. No início dos anos 1980 Atari era sinônimo de videogame.



Expectativas para o Blog  

Este ano espero que possa publicar aqui tanto quanto em 2016. Pretendo levar a cabo esta Jornada Atari 2600, além de publicar mais análises de jogos de Arcade dos anos 1980 seguindo cronologicamente até a era 8-Bits. Pretendo chegar até os jogos de Master System e NES, além de começar uma nova coluna (ainda não decidi sobre o que) se possível for. Que comece 2017 e seja tão bom quanto 2016!